segunda-feira, 18 de junho de 2012

A luz...

Já era tarde, os dias estavam cada vez mais corridos e isso estava atrapalhando meu trabalho no Louvre, resolvi me ausentar das atividades realizadas no museu e me dedicar mais a minha vida artística, mas essa vida estava sugando muito de mim. Estava retornando para casa e notei que estava sendo seguida por dois rapazes na esquina de Mo levier, já haviam me avisado para não andar mais normalmente, mas para mim caminhar era um momento de descanso e relaxamento que não poderia abandonar e naquele momento estava sentindo o peso dessa decisão. Apressei o passo quando notei que eles corriam em minha direção e mais um devaneio ouvia uma voz, dessa vez masculina que me dizia claramente:
"A luz esta no seu sangue assim como a luta esta em sua alma"

Me virei e quebrei o cabo do guarda chuva com um rosto que não era meu; "o que estava acontecendo comigo? " "por que aquela fúria ?"
Eram dois rapazes maltrapilhos, porem armados, mas o medo não me abateu corri na direção deles e quando e não reparei que as pessoas a volta estavam imóveis, ouvi os primeiros disparos e ainda correndo me esguiei para frente e soltei a moeda no chão. Eles não eram humanos, e eu não sabia o que queriam comigo e em suas pupilas vermelhas consegui enxergar que as intenções comigo não eram as melhores. Mais tiros foram diferidos contra mim em meu percurso até eles foi quando vi uma forte luz se por em minha frente e com lindas asas aquela forma humanoide foi se formando retornou o olhar para mim, que no momento estava imóvel, e disse :

"Nada de ruim acontecerá com minha filha "


Minhas pernas falharam e eu me pus no chão em um desmaio. Aquele era meu pai, um anjo renegado do Vaticano pelo crime de se apaixonar por uma "anomalia", ao acorda estava em casa em minha cama; "Era tudo um sonho?" a pluma prateada na cabeceira da minha cama dizia que não e o acalanto em meu peito me dizia ... enfim eu não estou tão sozinha.



terça-feira, 12 de junho de 2012

A Fama

Durante o periodo em que trabalhava, na maior parte das vezes sozinha, eu sempre cantarola canções que me viam a cabeça. Certa vez distraída com meu trabalho não percebi que o museu já estava sendo aberto para a visitação e um olheiro do programa The Voice europeu me viu cantarolar e gravou em seu celular. Em pouco tempo uma equipe veio me aborda na saída do Louvre perguntando se eu estava interessada em participar do Reality Show... Minha cabeça estava cheia de problemas, mas no momento o que pensei foi como aquilo iria me ajudar a esquece-los. Topei o convite e participei de todas as etapas até finalmente chegar na final.
     Olivio e sua família estavam na frente do palco quando cantei, me senti acolhida como se finalmente eu tivesse conseguido uma nova família, peguei muita empolgação e isso me fez ganhar as etapas finais do programa. Logo uma gravadora me contratou e meu cd já era vendido no mudo todo com apenas 1 ano, então quando finalmente chegou a hora de iniciar a turnê internacional pensei em um nome que me falasse um pouco de mim mesmo ...


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Welcome Drink

A vida havia ficado muito confusa nos últimos anos, os lapsos de memoria estavam cada vez mais frequentes e com a maior idade chegando eu não conseguia para de lembrar daquele lindo rosto untado a uma luz divina dizendo
"Sua proteção te acompanhará até a maior idade, após isso um amigo irá busca-la"

     Aquela figura tão bela e celestial me intitulara como filha, mas eu não podia acreditar, tendo eu bons pais presentes que me criaram e que incontestavelmente eram comuns. Naquele dia estava indo trabalhar, como normalmente faço, mas durante o caminho cai em devaneios. Era meu aniversário de 18 anos e desde muito cedo os devaneios invadiam a minha cabeça e assumiam quase que uma segunda realidade, dentre muito um me chamara atenção.... Eram Crianças andando juntas de mãos dadas... Uma mulher gravida...
Muitas das coisas foram esquecidas no desperta assustado no passagem de um táxi, enquanto ia na direção do meu mais novo emprego ... O museu do Louvre estava empregando alunos recém formados no ensino médio que tinham alguma aptidão para artes plásticas, a principio era para trabalharem com restauração de peças, mas durante o periodo em que exerci essa atividade eu pudi notar que o trabalho no Louvre seria bem mais do que isso.
     O grupo secreto do governo Frances mantinha no Louvre uma organização inteligente conhecida como "os escavadores" eram deles a meta de procurar artefatos em zonas habitadas por civilizações antigas e eu havia acabado de receber o convite para fazer parte da analise de materiais... diziam que eu tinha uma certa aptidão para descobrir coisas que ninguém mais podia, eu chamo isso de curiosidade, mas eles me fizeram acreditar que isso é um talento.
    Dentre vários materiais que me chegam para análise um deles era bem intrigante, uma simples moeda achada nos terrenos férteis das margens do rio Nilo parecia puxar a pele com uma forma magnética fraca, foi o que li em seu relatório e quando vi a caixa fechada não aguentei, abri como uma criança abre seu presente e lá estava ela. Era uma moeda simples e quando encostei meus dedos ela simplesmente acendeu e uma luz branca e pulsante que parecia seguir os batimentos de meu peito. Aquela moeda havia reagido de uma forma diferente do descrito no relatório de outros investigadores e eu tinha que saber por que, postei a imagem dela em um grupo fechado no Facebook e obtive uma resposta no dia posterior de uma pessoa chamada Olivio. Ele dizia que aparentemente seria uma moeda que absolvia energia mas precisava avalia-la de perto, o convidei ao Louvre, pois não poderia confiar em um estranho cibernético algo tão valioso então no Louvre teria a segurança necessária contra um possível roubo.
      Ele apareceu pontualmente no horário marcado acompanhado de sua irmã que não tirava os olhos de mim, homossexualismo aqui na França é algo muito comum e aceito, mas a forma com que ela me olhava me inquietava. O assunto mudou rapidamente quando tive mais um de meus devaneios rotineiros, Olivio entreolha sua irmã e diz:

"Precisamos conversa, e te explicar o que você é"

Aquelas palavras em meus 17 anos me assustariam, mas naquele dia pareceram um alivio ouvir. Marcamos um jantar onde tudo foi comentado. Eu era filha de uma fada da luz que estava aprisionada no vaticano e forçada a usar de seus poderes para fortalecer a fé dos humanos em episódios conhecidos como "milagre". Para eu resgatar minha mãe eu contaria com a ajuda dos dois, mas eles teriam que ser ajudados.


Agora teria que passar por um treinamento para rebelar meus poderes e entrar em uma luta que não era minha para poder estar mais próximo a minha essência de vida.